Cooperativa de Agricultores e Agroindústrias Familiares de Caxias do Sul

S

HISTÓ
RIAS
de família

Este espaço é reservado para as Nossas Famílias. Que a trajetória de cada uma delas sirva de inspiração à permanência de mais gente no campo, com qualidade de vida, trabalho e muita felicidade.

Agroindústria
Casa de pedra, pães e memórias

Família Faoro - Caxias do Sul

Uma casa centenária, na comunidade de Santo Antônio da Sexta Légua, em Caxias do Sul, abriga muitas histórias, emoções e lembranças. Abriga também gente que sabe dar valor à agricultura e a tudo o que ela oferece ou ajuda a produzir, como o pão sagrado de cada dia.

Sim, na Agroindústria Casa de Pedra, há 25 anos, o pão sai quentinho do forno. Irresistível. Colonial. Cheio de sabor e de lembranças da nona. Os pães foram os precursores e são a marca registrada, mas o cardápio de delícias, atualmente, é maior. Tem ainda massa, grostoli, tortéi e broa de polvilho.

Os responsáveis por essas proezas são os integrantes da Família Faoro. Aos 83 anos, Angelo Faoro, e sua esposa, Ermínia Matté Faoro, 76 anos, esbanjam energia à frente do negócio e das lavouras de hortifrutigranjeiros que mantêm na localidade. Cultivam uva, moranga, vagem, alface, radicci, couve e tomate.

Associada à CAAF desde a fundação da cooperativa, a família sempre foi da agricultura e a agroindústria chegou como uma novidade promissora. Para auxiliá-los na produção das delícias, contam com a atuação e o profissionalismo da filha Marlise Cristina Faoro Teixeira, 53 anos.

Recordações
A casa que abriga a agroindústria tem mais de 100 anos. Serviu de cozinha e de sala para a família paterna (Faoro) por um bom tempo. Os avós criaram ali os seis filhos. Por isso, além de um local de muitos sabores, em razão da produção das massas, guarda cheirinho de saudade, abraçado à infância e aos sonhos dos Faoro.
A dona Ermínia estreou com a agroindústria fazendo pão. Mas só começou nessa lida porque precisou ficar em casa para cuidar da sogra.

Enquanto o marido e os demais homens iam para a lavoura, ela e a sogra ficavam com as atividades domésticas. Entre as quais: elaborar fornadas de um pão que não tem igual. É único porque, além dos ingredientes da receita, fermentam amor, carinho e muito afeto.

"Vi que, enquanto cuidava da sogra, podia fazer pães, biscoitos, cucas e agregar renda à família", recorda a hoje matriarca.

Inicialmente, a venda do pão e das verduras era feita em feiras e mercados de Caxias do Sul. Hoje, a entrega dos pães é mais direcionada, como ocorre para a CAAF, onde são associados como agroindústria.

Quando surgiu a CAAF, a família foi sócia fundadora da Associação que, depois, virou cooperativa. Entregavam pão e cuca. Tudo ia para a alimentação escolar. Hoje, os Faoro entregam pães para a CAAF e continuam produzindo outros alimentos, que comercializam em feiras da cidade, nos bairros de Galópolis, Cruzeiro e no Exposição. Confiam à agroindústria e ao plantio de algumas culturas o seu sustento, além das boas memórias que as paredes da Casa em que trabalham ajudam a guardar.

 

 

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